31.7.07

para onde vão os carros?

País Produção em 2004 Produção em 2005 Particip. % 2005 Evolução em p.p.
Estados Unidos 11.989.387 11.980.912 18,0 -0,56
Japão 10.511.518 10.799.299 16,2 -0,05
China 5.234.496 5.707.688 8,6 0,47
Alemanha 5.275.207 5.437.892 8,2 0
Coréia do Sul 3.469.464 3.699.350 5,6 0,19
França 3.665.990 3.549.008 5,3 -0,34
Espanha 2.937.397 2.669.767 4,0 -0,54
Canadá 2.711.536 2.688.363 4,0 -0,16
Brasil 2.317.227 2.528.300 3,8 0,21
Reino Unido 1.856.539 1.803.049 2,7 -0,17
México 1.577.159 1.670.403 2,5 0,07
Índia 1.511.157 1.626.755 2,4 0,1
Russia 1.386.127 1.351.199 2 -0,12
Tailândia 927.981 1.125.316 1,7 0,25
Itália 1.142.105 1.038.352 1,6 -0,21
Bélgica 900.273 928.965 1,4 0
Turquia 823.408 879.092 1,3 0,05
Irã 788.658 817.200 1,2 0,01
Polônia 601.000 625.443 0,9 0,01
República Checa 448.360 604.930 0,9 0,21
Indonésia 408.311 494.551 0,7 0,11
Malásia 413.975 472.837 0,7 0,07
Taiwan 430.814 446.345 0,7 0
África do Sul 385.929 459.218 0,7 0,09
Austrália 411.406 394.713 0,6 -0,04
Suécia 340.270 338.578 0,5 -0,02
Argentina 260.402 319.755 0,5 0,08
Áustria 248.718 253.194 0,4 0
Portugal 226.728 219.135 0,3 -0,02
Romênia 122.185 194.802 0,3 0,1
Holanda 247.503 180.748 0,3 -0,11
Eslovênia 131.646 177.951 0,3 0,06
Eslováquia 176.000 176.189 0,3 -0,01
Hungria 122.666 152.015 0,2 0,04
Paquistão 93.172 156.222 0,2 0,09
Uzbequistão 80.729 95.814 0,1 0,02
Ucrânia 55.855 66.372 0,1 0,01
Colômbia 42.959 55.435 0,1 0,02
Venezuela 37.752 49.198 0,1 0,02
Filipinas 70.728 45.311 0,1 -0,04
Egito 18.066 39.325 0,1 0,03
Belarus 20.290 23.150 0 0
Finlândia 10.510 21.644 0 0,02
Servia 15.194 14.179 0 0
Equador 3.620 25.465 0 0,03
Chile 7.185 6.660 0 0
Vietnã 19.868 31.600 0 0,02
Marrocos 12.996 14.881 0 0
Nigéria 4.272 2.937 0 0
Todos os anos são produzidos mais de 60 milhões de carros no mundo todo. Esses 60 milhões de carros juntam-se aos 60 milhões de carros produzidos no ano anterior.
Quem pode (ou pensa que pode) adquire um veículo novo.
Quem quer e não pode adquirir um veículo novo, compra um usado - provavelmente um dos 60 milhões produzidos no ano anterior ou no anterior a esse.
Com o poder aquisitivo das pessoas dos países emergentes aumentando, o símbolo de status maior, o carro, é de fato algo atingível.
Todos os 60 milhões de veículos necessitarão de combustível: gasolina, diesel, álcool..., assim como os 60 milhões do ano anterior e do ano anterior a esse.
O que adianta termos carros hibrídos, que emitem menos gases que colaboram com o efeito estufa, se as pessoas não deixam de comprar carros? se o símbolo do status é maior que a preocupação com o meio ambiente? se as classes emergentes teimam em se comparar as classes "superiores" economicamente?
Pensemos: Quanto de Co2 deixamos de emitir se continuamos a produzir 60 milhões de veículos por ano mesmo que esses produzam 2/3 de poluição a menos que os 60, 120, 180 milhões dos anos anteriores se esses continuam circulando por todas as estradas do mundo?

4.7.07

carne e o aquecimento global

CONSUMIR PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL CONTRIBUI PARA O AQUECIMENTO GLOBAL
A União Vegetariana da América do Norte (VUNA), a União Vegetariana Latino-americana (UVLA) e a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) desafiam Al Gore e os ativistas contra o aquecimento global a reconhecer uma verdade bem inconveniente.
As organizações vegetarianas, rede de grupos vegetarianos independentes, desafiam os ambientalistas e ativistas contra o aquecimento global a admitir que comer carne é uma das principais causas do aquecimento global. Ao se alimentar de uma categoria mais básica da cadeia alimentar a humanidade pode dar um passo enorme e essencial para reduzir o aquecimento global.
"Al Gore e os ativistas a favor do clima deixam sempre de admitir uma das verdades mais inconvenientes de nossos tempos: a pecuária e o consumo de produtos de origem animal em escala global talvez seja hoje a maior causa (antropogênica) do aquecimento global", diz Saurabh Dalal, presidente da VUNA. "Se tivessem de escolher entre salvar o planeta e consumir produtos de origem animal, muitas pessoas supostamente bem informadas continuariam a devorar as suas asas de frango e seus hambúrgueres."
"Além do impacto causado sobre a atmosfera, criar gado é uma forma muito ineficiente de utilização dos recursos, sendo uma das principais responsáveis pela derrubada das florestas, como ocorre hoje na Amazônia. Grande parte das terras do mundo é destinada a pastagens. A indústria da carne é uma das principais consumidoras e contaminadoras da água doce do Planeta, um recurso cada vez mais escasso. Os dejetos produzidos pelos animais criados em sistema de confinamento causam graves problemas ambientais. Para alimentar todos estes animais criados artificialmente são necessários – além de espaço, enorme quantidade de grãos e cereais que poderiam ser dados diretamente para os seres humanos. Num mundo onde a fome é uma realidade, o comer carne torna-se eticamente inaceitável", afirma Marly Winckler, presidente da SVB e coordenadora para a América Latina e o Caribe da União Vegetariana Internacional (IVU). O relatório de 2006 da Organização de Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO) chamado A grande sombra da pecuária - Livestock's Long Shadow, em www.fao.org/newsroom/en/news/2006/1000448 - concluiu que a pecuária global contribui com mais gases que causam o efeito estufa do que todas as formas de transporte: assustadores 18% da emissão total (em equivalentes de CO 2).
A produção de carne e outros produtos de origem animal para alimentação contribuem significativamente com a emissão dos principais gases que vêm causando o aquecimento global, respectivamente 9%, 37% e 65% da emissão total mundial de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. Além disso, o potencial de aquecimento global e os efeitos desses gases são mais marcantes, dado que o metano e o óxido nitroso são 23 e 296 vezes mais prejudiciais que o dióxido de carbono. Um estudo da Universidade de Chicago verificou que a dieta americana média, incluindo todas as etapas do processamento dos alimentos, produz anualmente 1,5 toneladas de equivalentes de CO 2 a mais do que a dieta sem carne.
Mas os meios de comunicação, as autoridades e até mesmo a maioria dos ambientalistas deixam de explicar ao público essa verdade inconveniente, de acordo com Richard Schwartz, conselheiro da VUNA e presidente da associação Judeus Vegetarianos da América do Norte. "A dieta baseada em produtos animais ameaça o nosso planeta", diz Schwartz. "Todas as refeições, assim como as viagens, são decisões que influenciam o clima. Os que têm condições de educar o público deveriam ajudá-lo a entender que, na verdade, a opção alimentar é mais importante do que a escolha do automóvel". Por essas e outras razões (veja a seção seguinte), a VUNA, a UVLA e a SVB convocam Al Gore e a comunidade ambientalista a transferir a carne do prato para o centro do programa de luta contra a mudança do clima. "Vamos pressionar também governos, empresas, instituições religiosas e educacionais e outros grupos para que promovam ativamente a dieta baseada em fontes vegetais e seus enormes benefícios, além de apoiar a todos com informações sobre escolhas pró-ambientais", disse Dalal.
CONTEXTUALIZAÇÃO
Hoje há no mundo mais de 50 bilhões de animais de criação destinados todo ano ao abate. Além do grande impacto para o aquecimento global, isso contribui de forma significativa para a destruição das florestas tropicais e outros habitats importantes, a extinção rápida de espécies, o desgaste e a erosão do solo e outras ameaças ambientais. Devido ao seu grau elevado de ineficiência se comparada à produção de proteína vegetal, a pecuária exaure, de modo desproporcional, as reservas já pequenas de água potável, terra, combustíveis e outros recursos. Para piorar, o relatório da FAO prevê um aumento da demanda de produtos de origem animal que, até 2050, dobrará o número de animais de criação.
O mais preocupante é que a Mesa-Redonda Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), grupo composto de centenas de cientistas importantes do mundo todo, prevê efeitos catastróficos se não houver mudanças rápidas. Vários cientistas renomados do setor advertem que, caso as condições atuais continuem inalteradas, em dez anos o aquecimento global pode fugir ao controle.
Além dos benefícios ambientais, décadas de pesquisas indicam que, se a população em geral trocasse a carne e outros alimentos de origem animal por alimentos vegetais, isso reduziria drasticamente as doenças cardíacas, o câncer, a obesidade e outras doenças crônicas degenerativas que hoje em dia geram custos globais de trilhões de dólares em assistência médica. Diminuir a escala global de pecuária também permitiria que a terra arável, a água potável e outros recursos agrícolas alimentassem centenas de milhões de pessoas a mais. Como nos alertam ecólogos de renome como Eugene Odum e Garry Barrett, "quando se pensa a respeito da pressão da população sobre os recursos naturais e o meio ambiente, não se deve esquecer que não somente existem mais animais domésticos do que pessoas no mundo, mas que esses animais também consomem cerca de cinco vezes mais calorias do que as pessoas".
Alimentar-se com uma dieta vegetariana ou vegana não significa abandonar o prazer de comer. De fato, os pratos vegetarianos atuais são tão saborosos, se não mais, quanto àqueles encontrados numa dieta baseada em produtos de origem animal. Hoje, muitos chefs famosos cozinham sem utilizar ingredientes de origem animal.
Mais informações sobre a ligação da dieta com o aquecimento global e outros impactos podem ser encontradas em:
- SVB www.svb.org.br/
Contato:Paula Brügger, Profª Dept de Ecologia e Zoologia – UFSC; coordenadora do Dep. de Meio Ambiente da SVB: svb@svb.org.br

30.6.07

abraço grátis - free hugs

2012 a profecia maia - parte III (final)

Mudança de Calendário
Professor de estética e história da arte, o norte-americano José Argüelles passou a infância no México, e desde muito jovem foi atraído ao estudo da cultura Maia, mais precisamente de seu calendário sagrado, o Tzolkin. Para ele, o ano de 2012 não será assim tão sombrio. Em seu livro O Fator Maia, da Editora Cultrix, Argüelles explica que chegamos agora ao último ciclo de ativação galáctica, que na matemática perfeita dos Maias irá de 1992 a 2012, ano que assinala para a humanidade o início de um período de regeneração, com o surgimento de tecnologias não-materialistas e ecologicamente harmônicas.
A partir de seus estudos, Argüelles propõe que a humanidade comece a agir em sincronia com o centro da nossa galáxia, trocando o calendário gregoriano pelo calendário das 13 luas. Sua proposta de calendário é inspirado no calendário solar Maia, o Haab. Com 365 e mais cinco dias aziagos, o Haag é o calendário mais próximo do nosso ano solar moderno de 365,25 dias. O Haab compreendia dois períodos distintos: O Tun = 360 dias divididos em 18 meses de 20 dias O Xma Kaba Kin = 5 dias (considerados azarados)
Atualmente, no calendário gregoriano, temos que acrescentar um dia no mês de fevereiro a cada quatro anos para mantermos nossos registros de tempo conforme o período solar. Os "anos bissextos" compensam as discrepâncias anuais de 4 x 0,25, acumuladas entre cada ajuste "bissexto". Não se tem notícia que tal compensação tenha sido efetuada pelos Maias. Argüelles também propõe que as pessoas passem a adotar um calendário lunar, composto por 13 meses de 28 dias cada. Esse calendário formará um ano de 364 dias. Para completar 365, Argüelles propõe que exista um dia "0", sem nome ou data, que seria dedicado à meditação. A premissa para a proposta do Calendário das 13 Luas é que, na visão de Argüelles, o calendário gregoriano constitui uma freqüência de tempo artificial que seria a responsável pela alienação do homem da natureza e pela criação de uma civilização materialista dominada pelo dinheiro e pelas máquinas. Para ele, a mudança de calendário redirecionará a humanidade para a freqüência de tempo da natureza, que é representada pelo biologicamente preciso calendário de 28 dias e 13 luas. De fato, a proposta dele é adequada ao ciclo lunar, pois cada ano solar possui 13 luas, cujo ciclo dura em média 28 dias. Além disso, ao contrário da crença corrente, uma mulher não fica grávida por nove meses e sim por nove luas.
A proposta de Argüelles também tem um sentido profético. Ele acredita que só mudando nosso calendário é que nós conseguiremos parar as atrocidades morais e o abuso do meio ambiente que hoje em dia vem sendo cometido em nome do desenvolvimento econômico. Empenhado em fazer com que o mundo adote seu calendário de 13 luas, Argüelles e a mulher, Lloydine, já chegaram até a visitar o Papa João Paulo II e o então secretário-geral da ONU, Boutros Boutros-Ghali, com essa proposta. Para eles, a mudança de calendário trará um período de paz e a harmonia para planeta. "Nós não podemos realmente esperar ter um novo milênio sem ter um novo tempo, e nós não podemos ter um novo tempo a não ser que tenhamos um novo calendário", diz Argüelles.
DÉBORA F. LERRER

18.6.07

2012 a profecia maia - parte II

Astrônomos proféticos
Mais antiga das civilizações pré-colombianas, os Maias floresceram entre os séculos II e IX da nossa Era, ocupando as planícies da Penísula de Yucatán, onde hoje fica o México, quase toda a Guatemala, a parte ocidental de Honduras, Belize e regiões limítrofes. Eles constituíam povos que falavam línguas aparentadas e elaboraram uma das mais complexas e influentes culturas da América. Enquanto a Europa mergulhava na Idade das Trevas, os habitantes da América Central estudavam astronomia, tinham dois calendários - um solar de 365 dias, o Haab, e um sagrado de 260 dias, o Tzolkin - e um sofisticado sistema de escrita por hieróglifos.
Por volta do ano 900, o antigo império Maia começou a sofrer um declínio de população, e seus suntuosos centros urbanos foram abandonados por motivos até hoje misteriosos. Seus habitantes voltaram à vida simples nas aldeias no campo, onde seus descendentes vivem até hoje. Alguns estudiosos atribuem o abandono das cidades à guerra, insurreição, revolta social, seca. Mais recentemente, surgiu a teoria de que eles abandonaram seus centros devido a alterações nas radiações solares. No século XIII, quando o norte se integrou à sociedade tolteca, a dinastia Maia chegou ao final, muito embora alguns centros periféricos sobrevivessem até a conquista espanhola, no século XVI.
Os Maias clássicos eram um povo embriagado de objetivos culturais diferentes dos nossos. Onde os modernos cientistas detectaram experimentalmente os efeitos físicos das radiações de densidade que varrem toda a galáxia, os Maias procuravam detectar experimentalmente radiações de diferentes forças que influenciavam não só o nascimento e a atividade das estrelas, mas o nascimento e a atividade das idéias. Portanto, enquanto os cientistas modernos desenvolveram um modo de consciência que lhes permite expressar os efeitos físicos dessas radiações, os maias desenvolveram uma consciência que lhes possibilitava expressar os efeitos psíquicos dessas radiações.
Esse povo da América Central acreditava em ciclos recorrentes de criação e destruição e pensavam em termos de eras que duravam cerca de 1.040 anos. Para eles, nós estamos vivendo na quarta era do sol - sendo que, antes da criação do homem moderno, existiram três eras anteriores, destruídas por grandes cataclismas. A primeira era teria sido destruída pela água, depois de chover sem parar, coincidindo com o mito do dilúvio. O segundo mundo teria sido destruído pelo vento e o terceiro pelo fogo. O quarto mundo, o que nós vivemos hoje, de acordo com as profecias do rei-profeta Maia Pacal Votan, será destruído pela fome, depois de uma chuva de sangue e fogo. Talvez não por acaso, a tumba desse rei, encontrada em 1952, fique em uma das mais belas e importantes ruínas desta civilização: a cidade de Palenque, localizada justamente em Chiapas, estado onde os descendentes dos Maias formaram o EZLN (Exército Zapatista de Libertação Nacional) e se insurgiram, em 1994, depois de séculos de humilhação e pobreza.
Segundo a cronologia Maia, a era atual começou em 10 de agosto de 3113 a . C., data que marca o Nascimento de Vênus, e deve terminar em 22 de dezembro de 2012, quando esta estrela "morrerá" simbolicamente, ou melhor, segundo o Skiglobe (programa de computador que indica o movimento astronômico), desaparecerá por traz do horizonte ocidental, no mesmo instante em que as Plêiades nascerão a leste.
Importante dentro do calendário Maia, essa data fechará um ciclo de cerca de 5.125 anos e dá pano para manga de inúmeros prognósticos. Os adeptos das visões mais catastróficas acham que essa data marcará o fim do mundo, o juízo final e coisas afins. Outros, como o jornalista e crítico de arte Alberto Beuttenmüller, consideram que essa data marcará o fim de um tipo de mundo, o que por definição pode ser várias coisas: o fim da hegemonia dos Estados Unidos, o fim do trabalho como nós conhecemos hoje, o fim do dinheiro, e até mesmo catástrofres naturais. "O tempo dos Maias não era imediatista. As transformações não vão acontecer de uma hora para outra. Elas já vêm acontecendo desde 1988", diz Beuttenmüller, autor de A Serpente Emplumada, da editora Ground, segundo romance de uma trilogia dedicada às profecias Maias. Para ele, a queda abrupta do regime soviético, em 1989, pode ser resultado desse fenômeno. "Depois de tantas batalhas, o comunismo acabou quase que por decreto. Para impor aquele governo, mataram tanto e, de repente, parece que decidiram simplesmente parar de brincar de comunismo", diz.
Beutenmüller compartilha da hipótese de Maurice M. Cotterell - um dos autores do livro As Profecias Maias, da Editora Nova Era - de que todo esse processo que, para ele terá seu ápice em 2013, será provocado pelo sol.
De fato, sabemos que a vida na Terra depende da luz solar, mas o sol transmite para cá muito mais do que luz. Ele irradia também raios cósmicos através do espectro eletromagnético. Estes potentes raios têm o poder de transformar átomos e poderiam matar toda a vida na terra, se não existisse um escudo protetor na atmosfera. Embora, apesar dos rombos na camada de ozônio, eles ainda não destruam, esses raios provocam reações nucleares na atmosfera. Eles transformam os átomos de nitrogênio que a compõem, em uma forma mais pesada de carbono, cujo peso fica 14 (C14), ao invés dos 12 (C 12) normais. Embora comporte-se como o carbono comum, que existe em profusão na atmosfera e é importante para a vida, o C 14 é radioativo. Em alguns momentos de alta atividade solar, que geram muitas manchas no sol, essa radiação solar diminui. Em outros, onde há menos atividade do sol, e menos manchas, essa irradiação solar aumenta. Ao determinar a regularidade dos ciclos de aparecimento e desaparecimento de manchas, Cotterell deu-se conta de que todos os momentos de apogeu de alguma grande civilização coincidiram com o aumento de atividades das manchas solares, e o declínio, com uma inversão solar. (veja gráfico pelo link no final da matéria)
Desta maneira, o declínio da Civilização Maia, cujas belas cidades foram inexplicavelmente abandonadas no século IX, poderia ter alguma vinculação com o fato de que o campo magnético solar e as manchas solares se inverteram exatamente nesta época. O fenômeno provocou infertilidade e mutações genéticas na Terra e teve efeitos mais severos nas regiões equatoriais. Segundo Beutenmüller, um dos filhos do rei-profeta Pacal, dono da famosa tumba encontrada em Palenque, nasceu com seis dedos em cada mão.
Os Maias adoravam o sol como deus da fertilidade. Segundo Maurice Cotterell, há várias evidências de que o sistema endócrino das mulheres privadas de sol durante grandes períodos sofrem grandes alterações, afetando severamente a produção de estrogênio e progesterona, hormônios vinculados à fertilidade e à menstruação, e a produção de melatonina, o hormônio da "sincronização", vinculado ao biorritmo.
Provando essa teoria, há um artigo publicado na revista New Scientist, em junho de 1989, sobre a dependência endócrina em função da radiação solar. Stefania Follini, uma projetista de interiores, passou quatro meses em uma caverna no Novo México. Seu dia tinha a duração de 35 horas, intercalado com períodos de sono de aproximadamente dez horas. Ela perdeu 7, 7 kg e houve interrupção de seu ciclo menstrual. Follini também pensou ter passado somente dois, e não quatro meses, dentro da caverna.
Além das deformações genéticas e da alteração na fertilidade feminina, as atividades das manchas solares também podem ter causado uma pequena era glacial que provocou uma grande seca na região dos Maias, ocasionada pela redução do volume de água evaporada dos mares. Uma das provas de que os Maias sabiam dessas alterações na irradiação solar é o calendário sagrado Maia, de 260 dias, cujo fim de ciclo se relaciona exatamente com a superposição dos campos solar e equatorial do sol.
Além disso, cálculos demonstram que o ciclo de manchas solares é de 68.302 dias, e que após 20 ciclos (20 x 68.302= 1.366.040 dias) o campo magnético da lâmina neutra solar se inclina. A Terra tenta alinhar seu eixo magnético com o do sol e também se inclina - o que pode causar catástrofes de dimensões gigantescas no nosso planeta.
Ernst Förstemann, funcionário da biblioteca de Dresden (Alemanha) que em 1880 estudou um dos códices Maias guardados nesta biblioteca - o Dresden Codex - achava que a cadeia de dias organizada pelo calendário sagrado não correspondia a nenhum ritmo celeste - embora também lhe chamasse atenção o número 1.366.560 e a chamada "data de nascimento de Vênus", então fixada em 10 de agosto de 3113 a. C.. Cotterell, no entanto, observou que contando o número 1.366.560 a partir do início do calendário Maia, chegaremos perto do ano de 627 - segundo ele, o centro exato do desvio magnético solar e período de baixa atividade das manchas solares, que teria causado o declínio Maia. Esse estudioso concluiu que o planeta Vênus deve ter sido monitorado justamente para auxiliar o acompanhamento dos ciclos de manchas solares, porque esperavam a reversão após 20 ciclos, como de fato aconteceu, embora com uma certa diferença de dias: 1.366.040 é o cálculo científico e 1.366.560 o cálculo dos Maias, feito a partir do acompanhamento da trajetória do planeta Vênus. Essa mudança de direção do campo magnético solar, que acontece cinco vezes em cada ciclo cósmico, é o que, para muitos, abalará o eixo da Terra, que ficará sujeita a terremotos, enchentes, incêndios e erupções vulcânicas. O próximo fim de ciclo ocorrerá em 2012, quando começará o quinto mundo, considerado muito perigoso pelos Maias. Na realidade, esse ciclo já começou em 1988, considerado por Argüelles o primeiro ano da profecia. A partir de 2012 essa profecia ficará mais intensa, mais eficaz. Mas não precisamos necessariamente embarcar nas previsões de Cotterell, que acha que a humanidade não escapará de enfrentar enormes cataclismas. Para o físico Stephen Hawking, a humanidade é a responsável - e não irá cumprir mais mil anos se o planeta continuar aquecendo como vem ocorrendo.
Com catástrofes ou não, começamos a entender que a chamada adoração ao Sol, tal como é atribuída aos antigos Maias, era, na realidade, o reconhecimento de que o Sol transmitia a eles muito mais do que luz e calor.
DÉBORA F. LERRER

12.6.07

2012 profecia maia - parte I

A Profecia Maia: uma transformação do sol
Dezembro de 2012 marca o fim de um ciclo definido pelo calendário Maia. Muitos acreditam que isso se traduzirá em desastres e cataclismas naturais - algo muito próximo da concepção cristã do Juízo Final. Outros acreditam que essa data marcará o fim da ênfase materialista da civilização ocidental. De qualquer modo, as especulações sobre a natureza dessa previsão estão se aproximando cada vez mais da ciência, mais particularmente das transformações que ocorrem ciclicamente com as irradiações solares.
O que você acharia se alguém lhe dissesse que Deus está no centro da galáxia, de onde emite ordens que nos são transmitidas através dos raios solares? Essa era a idéia que os maias faziam de Deus, a quem chamavam de Hunabku - e diziam ser a energia radiante existente no núcleo da Via Láctea. Segundo eles, Hunabku se comunicaria com a Terra pela radiação galáctica transmitida para nós através do Sol. O Sol, portanto, não seria apenas a fonte e o sustentáculo da vida, mas também o mediador da informação que chega até ele de outros sistemas estelares através da energia radiante.
Embora a ciência moderna nunca tenha abordado esse assunto tal como os Maias o fizeram, recentemente os físicos se deram conta da influência de radiações que atravessam a galáxia. A astrofísica atual descreve essas radiações como ondas de densidade que varrem a galáxia e influenciam a sua evolução. O nascimento do nosso Sol, por exemplo, foi resultado dessa onda.
Na realidade, toda a formação estelar deve-se, em princípio, a essa radiação, demonstrando que a galáxia é um organismo envolvido em sua própria evolução. E mais: esta radiação galáctica também está comprometida com a evolução da Terra e da vida. As radiações de densidade vêm se espalhando pela galáxia nesses 4,55 bilhões de anos de existência do Sol - e, toda vez que atravessam a nossa estrela, alteram sua dinâmica e também a energia radiante que banha o nosso planeta.
Muitos acreditam que essas diferentes radiações conseguirão explicar como o desenvolvimento da vida na terra foi se moldando. "Cada vez mais compreenderemos que o formato das folhas das árvores, por exemplo, foram moldados não apenas por seleção natural aqui na Terra, mas pela ação da galáxia como um todo", acredita o físico e matemático Brian Weimme, autor do prefácio ao livro Fator Maia, de José Argüelles, os mais famoso dos divulgadores da profecia Maia.
DÉBORA F. LERRER

11.6.07

criacionismo

Dentro do termo "criacionismo", um vasto espectro de hipóteses podem ser enquadradas, visando sustentar interpretação em diversos graus de literalidade de livros sagrados como Gênesis ou o Corão.
Existem também uma versão que não são faz referências religiosas explicitamente, a hipótese do desenho inteligente (DI, ou ID, de intelligent design), recurso utilizado como tentativa de combate a teorias científicas conflitantes com o fundamentalismo religioso em aulas de ciência, assim que nos Estados Unidos da América julgou-se inconstitucional a introdução do criacionismo religiosamente explícito nas aulas de ciência. Recentemente, novas tentativas têm sido feitas sob uma nova roupagem, advogando pelo que chamam de uma "análise crítica da evolução".
Na maioria das civilizações antigas, tanto como nas atuais, é possível encontrar relatos explicando a origem de tudo como um ato intencional criativo, muitas vezes destacando uma[s] figura[s] como o[s] originador[es] da vida.
As concepções criacionistas comumente não limitam a ação de um deus à criação do universo e da vida. O Deus judaico-cristão,interfere no destino do seu povo, enviando o dilúvio, conduzindo os casais de animais para a arca de Noé, mandando as pragas ao Egito, abrindo o Mar Vermelho, parando o Sol para Josué consolidar sua batalha, curando e até ressuscitando pessoas, transformando água em vinho, e mais uma infinidade de milagres.
O criacionismo, da forma em que este termo é utilizado nos dias de hoje, principalmente na imprensa, é um fenômeno tipicamente americano; refere-se principalmente ao protestantismo norte-americano, de origem sulista e fundamentalista. Fundamentalistas bíblicos que querem incluir nas escolas a idéia de que os relatos bíblicos são uma descrição literal, científica, de como o mundo foi criado, e não como o vêem os católicos e outras igrejas, como uma alegoria. O catolicismo, por exemplo, não tem conflito nenhum com a ciência evolucionista, entendendo os relatos bíblicos como uma descrição meramente poética da criação.
Outros grupos religiosos não chegam tão longe a ponto de negar a historicidade do texto bíblico, mas propõem que, os tais "seis dias" da criação poderiam representar, talvez, 6 eras geológicas, em vez de dias literais de 24h.
Mas os chamados fundamentalistas insistem em que esta interpretação é errada, e que o mundo realmente foi criado por volta do ano 4000 AC, como se deduz do relato bíblico, somando-se as idades dos patriarcas.

9.6.07

andes derretido

O aquecimento global vai derreter a maior parte das geleiras dos Andes nos próximos 30 anos, disseram cientistas, o que ameaça o sustento de milhões de pessoas que dependem delas para água potável, agricultura e geração de energia.
Pequenas geleiras estão espalhadas ao longo dos Andes e por um bom tempo têm sido fonte crucial de água fresca para Bolívia, Equador e Peru, descongelando nos meses de verão e se formando novamente no inverno. Mas o aquecimento global está provocando um recuo.
A geleira na montanha boliviana de Chacaltaya costumava ser a estação de esqui mais alta do mundo, a 5.500 metros acima do nível do mar. Mas a geleira, agora, possui apenas 3 metros de espessura, em média, contra 15 metros em 1998, e o glaciologista Edson Ramirez afirma que ela irá desaparecer neste ano ou no próximo.
"É um processo que infelizmente agora é irreversível", disse ele, acrescentando que nações industrializadas estão fazendo pouco e agindo tarde demais para cortar as emissões de dióxido de carbono.
"Mesmo se eles tomassem medidas agora, levaria muitos e muitos anos para recompor essas geleiras", completou. "A maioria dessas geleiras são similares à Chacaltaya e isso nos faz pensar que as pequenas geleiras podem desaparecer em 20, 30 anos."
Mais de 2 milhões de pessoas na região de La Paz dependem fortemente do degelo de Chacaltaya e outras geleiras vizinhas para fornecimento de água de torneira e, indiretamente, eletricidade.
As necessidades de água só irão aumentar nos próximos anos com a expectativa de que a população na região de La Paz dobre até 2050.
A capital do Equador, Quito, com 1,5 milhão de pessoas, e a capital peruana Lima, com 8 milhões de pessoas, também dependem do derretimento de geleiras para água e energia.
Bolívia, Equador e Peru começaram a esboçar planos com cientistas para mitigar os efeitos negativos do derretimento das geleiras e especialistas afirmam que eles precisarão fazer grandes investimentos para encontrar novas fontes de água e energia.
Por Monica Machicao e Eduardo Garcia
CHACALTAYA, Bolívia (Reuters)

8.6.07

dicas para a prática de meditação

  1. Escolha um lugar sereno onde você possa sentar-se de maneira confortável e com a coluna ereta. Pode ser numa cadeira ou no chão com as pernas cruzadas. Sentar-se sobre uma pequena almofada ajuda a manter as costas eretas. Use roupas que não apertem nem incomodem.
  2. Acender um incenso ou colocar uma música bem suave pode ajudar a criar um clima de tranqüilidade no início. Depois de algum tempo, pode ser que você prefira dispensá-los.
  3. Evite meditar quando estiver com sono ou muito cansado. Você se sentirá frustrado por não conseguir se concentrar e desanimará de sua prática diária. Um bom horário para meditar é pela manhã, quando estamos mais tranqüilos e descansados. Porém, isso também é individualizável. Se você sentir que consegue melhores resultados à noite, escolha esse horário.
  4. Comece com dez minutos diários. Coloque um relógio para despertar após esse tempo, assim sua mente não poderá sabotá-lo fazendo-o acreditar que já se passaram muito mais que dez minutos.
  5. Não se mova durante esse tempo. O corpo é como um pote e a mente é a água dentro dele. Mover o recipiente faz com que a água também se mova e, lembre-se, o que você quer é que sua mente permaneça quieta e imóvel.
  6. A atenção deve estar voltada para o objeto da meditação (a respiração, um símbolo, etc.) sem que isso necessite de grandes esforços. Caso você disperse, reconduza sua atenção suavemente ao objeto escolhido.
  7. Qualquer coisa que aconteça estará bem. Se houver um monte de pensamentos desfilando pela sua cabeça, se você tiver vontade de chorar ou de rir, se você achar que nunca vai conseguir se concentrar, tudo bem. Apenas continue sentado e, sempre que possível, volte a sua atenção para o objeto sobre o qual está meditando.

5.6.07

man & whale - o homem e a baleia

greenpeace e o dia do meio ambiente

Para comemorar a Semana do Meio Ambiente deste ano, o Greenpeace convidou a população de grandes cidades brasileiras a usar a cabeça e ajudar a salvar o clima do planeta, participando da Volta pelo Clima. As pessoas participaram de bicicleta, skate, patins ou caminhando. Cerca de 2 mil pessoas participaram do evento em Belo Horizonte, Manaus, Porto Alegre e São Paulo. Devido ao mau tempo, o evento foi adiado no Rio de Janeiro e terá uma segunda edição em São Paulo. As datas ainda estão sendo confirmadas.

O evento fez parte da campanha Mude o Clima!, que o Greenpeace desenvolve para mobilizar a população no combate ao aquecimento global. “Estou aqui, mesmo debaixo de chuva, pois acho fundamental mostrar para as pessoas que todos nós precisamos fazer um esforço individual para combater as mudanças climáticas, economizando energia, deixando o carro em casa, optando por meios de transporte alternativos. Acredito que a os jovens de hoje tem que encarar o desafio das mudanças climáticas", afirmou Renata Martins, 22 anos, que participou da Volta pelo Clima em São Paulo.

“As grandes cidades sofrem cada vez mais com o trânsito caótico e a poluição do ar, por isso devemos mudar os hábitos de transporte agora, para não sofrermos ainda mais no futuro. Ciclovias e arborização são medidas práticas que estão ao nosso alcance e que devemos exigir do poder público”, disse Marcelo Marquesini, da campanha da Amazônia do Greenpeace.

Durante o evento, voluntários da organização distribuíram dicas ecológicas como economizar água e eletricidade, combater o desmatamento da Amazônia, reciclar o lixo, dar preferência aos meios de transporte coletivo e a produtos que usem energia de forma eficiente, como as lâmpadas fluorescentes.

“Foi uma oportunidade para as pessoas entenderem melhor o que cada um de nós pode fazer para ajudar no combate ao aquecimento global. Com este evento, conseguimos envolver as pessoas de maneira concreta, incentivando-as a adotarem mudanças positivas de comportamento no seu dia-a-dia”, afirmou Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de clima e energia do Greenpeace.

veja as fotos em:

http://www.greenpeace.org/brasil/greenpeace-brasil-clima/noticias/greenpeace-re-ne-cerca-de-2-mi

1.6.07

degelo glacial tibetano causará 'crise hídrica'

PEQUIM - O acelerado degelo das geleiras do planalto tibetano, provocado pelo aquecimento global, coloca em risco o suprimento de água de milhões de pessoas na China e no sudeste asiático, alertou nesta quarta-feira o Greenpeace. Isso por que são as geleiras de Qinghai-Tibet, que alimentam os grandes rios da Ásia, entre eles o Amarelo, o Yangtzé, o Mekong e o Ganges, em cujas margens vivem centenas de milhões de pessoas, de acordo com Li Yan, responsável pela campanha do grupo na China.
Segundo ela, o contínuo aumento das temperaturas no Everest - que chega a 0,4 graus por década, o dobro da média chinesa e o triplo da mundial - apressa o derretimento da neve e sua evaporação. A alteração do ritmo natural de degelo e a conseqüente acumulação de água das geleiras nos "lagos instáveis" que se formam e que acabam transbordando já se constituem grandes ameaças para a vida dos que vivem rio abaixo.
"O inverno é agora tão quente quanto o verão e não há gelo", diz em um vídeo divulgado pelo Greenpeace um monge tibetano que há 20 anos vive em um monastério ao lado da geleira Rongbuk.
Os resultados do estudo se seguem a três expedições realizadas por membros do grupo ecologista à região, nos últimos meses. O atual nível das geleiras tibetanas foi comparado com fotografias tiradas na região há quase quatro décadas.
“ Uma grande parte da geleira Rongbuk, a maior do monte Everest, desapareceu. Isso é uma séria advertência ”
"Uma grande parte da geleira Rongbuk, a maior do monte Everest, desapareceu. Isso é uma séria advertência. Devemos agir imediatamente ou a maioria das geleiras desaparecerão nas próximas décadas", disse Li.
Os ecologistas observaram "o mesmo drástico degelo" na região onde nasce o rio Amarelo, também no planalto tibetano, e notificaram o desaparecimento das outrora características torres de gelo da região.
Para combater o problema, o Greenpeace pressionou o governo chinês a reduzir as emissões de dióxido de carbono e adotar uma "revolução" baseada nas energias renováveis. Segundo o último informe da ONU, citado pelo grupo ecologista, caso seja mantido o atual ritmo anual de aquecimento global, 80% das geleiras do Himalaia terão derretido em 30 anos, o que ameaçará o suprimento de água de um sexto da população mundial.
Outros estudos são mais otimistas. Segundo a Avaliação de Mudanças Climáticas da China, em 2050, cerca de 27% das geleiras do planalto tibetano terão derretido.

28.5.07

yin yang na filosofia chinesa

Diagrama do Taiji Tu (太極圖) Em chinês este conhecido símbolo que representa a integração de Yin e Yang é denominado como diagrama do Taiji Tu. O príncipio da dualidade do Yin e Yang tem origem no Tao(ou Dao), filosofia e metafísica da cultura daquele país.
Segundo este princípio, duas forças complementares compõem tudo que existe, e do equiliíbrio dinâmico entre elas surge todo movimento e mutação. Essas forças são:
Yin: o princípio passivo, feminino, noturno, escuro, frio
Yang: o princípio activo, masculino, diurno, luminoso, quente.
Essas qualidades acima atribuídas a cada uma das dualidade são, não definições, mas analogias que exemplificam a expressão de cada um deles no mundo fenoménico. Os princípios em si mesmos estão implícitos em toda e qualquer manifestação.
Os exemplos acima não incluem qualquer juízo de valor, e não há qualquer hierarquia entre os dois princípios. Assim, referir-se a Yin como negativo apenas indica que ele é negativo quando comparado com Yang, que será positivo. Esta analogia é como a carga elétrica atribuída a protons e electrons: os opostos complementam-se, positivo não é bom ou mau, é apenas o oposto complementar de negativo.
O diagrama do Taiji simboliza o equilíbrio das forças da natureza, da mente e do físico. (Preto) e (branco) integrados num movimento contínuo de geração mútua representam a interação destas forças.
A realidade observada é fluida e em constante mutação, na perspectiva da filosofia chinesa tradicional. Portanto, tudo que existe contém tanto o princípio Yin quanto o Yang. O símbolo Taiji expressa esse conceito: o Yin dá origem ao Yang e o Yang dá origem ao Yin.
Desde os primeiros tempos, os dois pólos arquetípicos da natureza foram representados não apenas pelo claro e pelo escuro, mas, igualmente pelo masculino e pelo feminino, pelo inflexível e pelo dócil, pelo acima e pelo abaixo. Yang, o forte, o masculino, o poder criador era associado ao céu, enquanto o Yin, o escuro, o receptivo, o feminino, o material, era representado pela terra. O céu está acima e esta cheio de movimento. A terra - na antiga concepção geocêntrica - está em baixo e em repouso.Dessa forma, yang passou a simbolizar o movimento e yin o repouso.No reino do pensamento, yin é a mente intuitiva, feminina e complexa, ao passo que yang é o intelecto masculino, racional e claro; yin é a tranqüilidade contemplativa do sábio, yang a vigorosa ação criativa do rei.